sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Imagens oníricas

São aquelas produzidas pelos sonhos. Podem ser em branco e preto ou coloridas. É a mente que constrói as imagens de objetos, lugares, animais e pessoas que, juntadas a sons e palavras, se constituem como mensagens úteis para quem está sonhando. Buscadas do arquivo da memória, essas imagens vão sendo projetadas compondo pequenas ou grandes histórias: umas de fácil entendimento outras parecendo não terem nem pé nem cabeça.  

Desejos, preocupações, frustrações podem se manifestar por meio de imagens oníricas que mobilizam sentimentos e emoções. Os sonhos servem à vida, ajudam-na a elaborar os conflitos que nela acontecem. Não é a toa que se tem um sonho e não outro. Não é a toa que nele aparece uma determinada pessoa e não outra. Existem razões importantes para isso. Nos sonhos, o psiquismo humano possui um meio eficaz de enfrentar seus medos e resistências. Neles, a mente se torna mais livre das censuras impostas pela consciência das normas que lhe foram introjetadas, desde a sua primeira fase de desenvolvimento.

Por meio do convívio social, o indivíduo capta os significados de tudo ou de quase tudo. O pensamento coletivo influencia no modo de pensar e de sentir dos indivíduos, ocorrendo certa universalização dos significados atribuídos às coisas e das emoções e sensações a eles associados.

A vivência pessoal também contribui para o enriquecimento de significados a serem atribuídos às situações representadas pelas imagens oníricas. Quem viveu, na infância, uma experiência na qual uma determinada flor ou música ficaram associadas a sensações de prazer, ao criar essas mesmas imagens, anos mais tarde, em algum sonho, estas promoverão as mesmas sensações de prazer experimentadas no passado.

Sonhar e lembrar do sonho é uma coragem, uma forma sadia de enfrentamento das dificuldades da vida. Na medida em que a mente sonha, ela vai se tornando mais consciente dos problemas que enfrenta, podendo se familiarizar com os mesmos. Pouco a pouco, vai ganhando mais poder e confiança em si, podendo quebrar algumas das barreiras que ela própria construiu em suas vivências do passado.

Por José Morelli

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