segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Só chemaremos além porque somos aquém desse mesmo além

Sem a base, que é a de nossa existência, tal qual nos percebemos existindo neste mundo, não teríamos como inferir a possibilidade de entendermos de que somos e nos encontramos na materialidade de nosso aqui/agora. Carregamos em nós mesmos o hoje, o ontem e o amanhã. A garantia de que teremos amanhã, é a constatação de que viemos do ontem, projetando-nos para frente a cada novo movimento. O nosso ontem pessoal compartilhado com o ontem daqueles e daquelas que nos antecederam e dos quais proviemos: pais; avós; bisavós; trisavós.

O mesmo que podemos entender a partir de nossas individualidades, podemos entender a partir de nossas coletividades : famílias; etnia; nacionalidade. As histórias individuais são passadas de uns para outros. Instituições são formadas por conta dessas memórias compartilhadas, tenham sido elas registradas ou não.

Não precisamos ir muito longe para entendermos isso. Tecnologias modernas nos permitem entender que fatos ou acontecimentos reverberam e se mantêm por tempos indefiníveis.

Amor e ódio se tangenciam. A instituição “santidade humana” é reconhecida em vidas individuais de homens e mulheres, cujas histórias mereceram registros de suas existências. Conectamo-nos nos efeitos gerados por essas vidas em suas trajetórias terrenas. Tais junções nos transcendem, nos ultrapassam. Somos mais, muito mais do que nosso existir temporal nos evidencia, permitindo-nos antever.

Já nos encontramos no tempo sem começo e sem fim, no tempo a perder de vista tanto no sentido do passado como do futuro. Em nosso consciente e em nosso subconsciente constatações  nos condicionam em nossos pensamentos. Queiramos ou não, é difícil que não nos reconheçamos em tais realidades.

Postado por José Morelli

 

  

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