Sem a base, que é a de nossa existência, tal qual nos percebemos existindo neste mundo, não teríamos como inferir a possibilidade de entendermos de que somos e nos encontramos na materialidade de nosso aqui/agora. Carregamos em nós mesmos o hoje, o ontem e o amanhã. A garantia de que teremos amanhã, é a constatação de que viemos do ontem, projetando-nos para frente a cada novo movimento. O nosso ontem pessoal compartilhado com o ontem daqueles e daquelas que nos antecederam e dos quais proviemos: pais; avós; bisavós; trisavós.
O mesmo que
podemos entender a partir de nossas individualidades, podemos entender a partir
de nossas coletividades : famílias; etnia; nacionalidade. As histórias
individuais são passadas de uns para outros. Instituições são formadas por
conta dessas memórias compartilhadas, tenham sido elas registradas ou não.
Não
precisamos ir muito longe para entendermos isso. Tecnologias modernas nos
permitem entender que fatos ou acontecimentos reverberam e se mantêm por tempos
indefiníveis.
Amor e ódio
se tangenciam. A instituição “santidade humana” é reconhecida em vidas
individuais de homens e mulheres, cujas histórias mereceram registros de suas
existências. Conectamo-nos nos efeitos gerados por essas vidas em suas
trajetórias terrenas. Tais junções nos transcendem, nos ultrapassam. Somos
mais, muito mais do que nosso existir temporal nos evidencia, permitindo-nos
antever.
Já nos
encontramos no tempo sem começo e sem fim, no tempo a perder de vista tanto no
sentido do passado como do futuro. Em nosso consciente e em nosso subconsciente
constatações nos condicionam em nossos
pensamentos. Queiramos ou não, é difícil que não nos reconheçamos em tais
realidades.
Postado por José Morelli
Nenhum comentário:
Postar um comentário