O dicionário etimológico diz que a palavra gentileza vem do vocábulo gentil. Do latim, gentilis tem o sentido de pertencente à mesma família ou ao mesmo clã. A gentileza nasce do sentimento de igualdade (familiaridade) entre as pessoas. Igualdade fundamental no que diz respeito à dignidade e aos direitos de cada um. Gentileza é a qualidade de quem é gentil, de quem é amável e respeitoso ao se dirigir ao próximo por palavras ou por ações concretas.
Atitudes de
gentileza possuem uma força intrínseca. O tratamento amoroso e equânime da mãe
para com sua prole serve-lhe como exemplo a ser aprendido e seguido, dentro e
fora de casa. É dessa forma que se inicia o processo de educação a partir da
relação íntima de cada família. Os filhos disputam o amor dos pais. O desejo de
serem preferidos, mais a um que a outro, faz com que se criem disputas entre
eles (meninos e/ou meninas). Essa disputa acaba distanciando os irmãos, salientando
lhes mais as diferenças do que as semelhanças. A troca de gentileza, no
acirramento dessa competitividade, é substituída por maus tratos e
agressividade mútua entre pessoas que trazem nas veias um mesmo sangue.
Os modelos de
relacionamentos perpassam a humanidade inteira desde os menores grupos até os
maiores. Os exemplos positivos ou negativos acontecem em todos os níveis: nas
relações entre povos e nações e nas que envolvem não mais do que apenas dois
indivíduos. A competitividade estrutural do mercado mundial não esgota o
sentido de sustentabilidade, necessária ao bom desenvolvimento da humanidade em
sua total abrangência.
Multiplicar
gestos de gentileza ajuda a sociedade a criar uma sinergia positiva
contagiante. A ação gentil descreve um caminho de ida e de volta. Quem a pratica
se constrói em sua dignidade enquanto reconhece a dignidade do outro. Quem recebe
a gentileza é instado a reconhecer-se em sua própria importância e a de quem
foi capaz de, efetivamente, demonstrá-la.
Posstado por José Morelli
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