Num dos programas “Fantástico”, da Rede Globo, o Dr. Dráuzio Varella, tratando do tema sobre crianças autistas, referiu-se às maneiras de como deve ser o tratamento mais adequado desses distúrbios. Destacou de que o ideal é de que haja o concurso de profissionais de diversas áreas da saúde. Ao mencionar a psicologia, salientou que a forma mais eficaz é obtida através da abordagem comportamental. Em seguida, foram mostradas imagens de uma clínica especializada nesse tipo de abordagem, acompanhadas de exemplificações de como são efetuados esses tratamentos tanto nas clínicas como nas famílias.
A abordagem
comportamental tem como vertente as manifestações corporais/comportamentais. A
partir da observação concreta dos comportamentos a serem modificados, são
construídas estratégias de mudanças. Trata-se de uma metodologia que parte do
externo, buscando modificar estruturas internas de funcionamentos mentais,
neurológicos e emocionais. Desse primeiro ponto de vista, novas técnicas se
desdobraram, nas quais o trabalho corporal se torna âncora para introspecções
que ajudam na estruturação de mecanismos mentais.
A segunda
vertente, ao contrário da primeira, parte do interno para o externo: do
funcionamento da mente para as manifestações corporais e de atitudes. Da mesma forma como, para alguns tipos de
distúrbios, a abordagem mais eficaz é a comportamental, assim também, para
outros, a abordagem mais indicada é aquela que parte da análise das
manifestações internas. A psicanálise, cujo precursor foi o psiquiatra e
pesquisador Dr. Sigmund Freud, desenvolve técnicas para desvendar e modificar comportamentos
a partir de intervenções diretamente voltadas às manifestações do pensamento em
suas várias instâncias.
O aprofundamento
científico dos problemas relacionados à saúde permitem visões mais amplas das
possibilidades de tratamento. Em alguns, há a necessidade de utilização de
medicamentos e de tecnologias; enquanto que, em outros, o tratamento tem como
base o contato pessoal com um mínimo de outras intermediações.
Postado por José Morelli
Nenhum comentário:
Postar um comentário