À semelhança de outras espécies animais e até mesmo vegetais, nossa espécie humana traz, em sua constituição física, a capacidade de se reproduzir, perpetuando-se no tempo e no espaço. A ocorrência do orgasmo marca o momento em que a energia vital se solta, percorrendo o corpo de ponta a ponta, provocando um ápice de excitação e de prazer.
O orgasmo pode
ser conseguido na individualidade e no compartilhamento, seja em relações
heterossexuais, seja em relações homossexuais. A excitação aumenta
gradativamente na medida em que há estimulação. A descarga energética provocadora
da sensação de orgasmo pode representar o desfecho de uma etapa do processo
global de reprodução humana.
Nem toda relação
sexual chega a essa sensação prazerosa de satisfação física. Por alguma razão
ocorrem bloqueios proibitivos que a impedem de acontecer. Os seres humanos não
funcionam apenas fisicamente. A mente, com todos os seus segredos, interfere no
processo sexual, agregando mais elementos que determinam as formas de como este
se desdobra.
A consciência de
quem é e de como é de cada indivíduo pode se constituir como uma faca de dois
gumes: se, por um lado, essa consciência pode reforçar a consecução de um
envolvimento pleno e prazeroso; pode também representar bloqueios ao ato, dificultando
sua plena realização.
A rápida queda
da sensação de prazer, que acontece logo após à descarga orgástica, faz a mente
voltar ao sentido da realidade, expondo-se a mil sensações díspares. Mesmo com
a possibilidade de se utilizar dos meios de contracepção hoje disponíveis,
ainda não se é possível separar a sexualidade de sua ligação com a explosão da
vida, que é o surgimento de um novo ser na terra. Daí que, por mais que o sexo
possa preencher tantas necessidades humanas, ainda assim, ele não pode ser
tratado sem um sentido profundo de responsabilidade, devendo ser administrado
com o devido carinho e cuidado.
Postado por José Morelli
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