O masculino, via de regra, expressa suas características diferenciais no próprio corpo de homem e o feminino, da mesma forma, expressa suas características próprias no corpo de mulher. Todo homem, além de trazer em sua mente a imagem do que vem a ser a figura do masculino, traz também a imagem do que vem a ser a figura do feminino. De igual maneira, toda mulher também traz em sua mente a imagem do que vem a ser a figura do feminino, bem como a representação do que vem a ser a imagem do sexo oposto.
Pai e mãe contribuem, desde os primeiros anos de vida tanto do menino como da menina, para a formação dessas representações ou imagens. Os progenitores atuam como espelhos onde os filhos se refletem e se vêem. As reações que provocam servem-lhes como reforços (positivos ou negativos), induzindo-os a assumirem com mais ou menos facilidade seus papéis de homem ou de mulher. O pai serve como modelo a ser copiado pelo menino e a mãe serve de modelo a ser copiado pela menina. Na medida em que homem e mulher se desenvolvem no corpo, suas características próprias tendem a se acentuar, atingindo a plena maturidade para o exercício de suas potencialidades.
Por sua capacidade e de acordo com a cultura de cada povo, o homem adquire e desenvolve os padrões próprios de comportamento do ser masculino enquanto que a mulher adquire e desenvolve os padrões próprios de comportamento do ser feminino.
Além dos pais, outras figuras servem como modelos, tais como os avós, tios e tias, irmãos e irmãs, padrinhos e madrinhas, professores e professoras, babás, amigos, colegas e visinhos, primos e primas, celebridades e artistas que se tornam ídolos a serem imitados.
É fundamental que cada indivíduo se sinta seguro ao reproduzir os comportamentos próprios de sua identidade sexual, seja de homem seja de mulher. As interações e trocas entre os sexos opostos precisam ser sentidas como possíveis de serem administradas sem grandes traumas. O sexo oposto não pode representar ameaças de castração (em sentido amplo). Sentir-se podado na própria manifestação pode representar um risco para o desenvolvimento dos papéis, quer masculino quer feminino. Vale, portanto, o & (associativo) utilizado no título desta matéria. Da relativa harmonia entre masculino e feminino decorre a possibilidade de uma vida humanamente mais amistosa e produtiva para ambos os sexos e para a sociedade em seu conjunto.
Por José Morelli
quinta-feira, 17 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Senso estético
Todos temos um senso estético, isto é: um gosto, uma identificação com formas, sons, sabores, cheiros, sensações táteis, raciocínios, combinações simbólicas, juízos de valores, percepções e sensações parciais e globais, intuições, “feelings”. No dia-a-dia, fazemos uso desse nosso senso ao elegermos aquilo que nos parece ser “melhor” em cada momento, diante das necessidades que nos são impostas. Direta ou indiretamente, nossas escolhas pessoais, umas mais outras menos, influenciam a vida que vivemos, bem como a de outros que, juntamente conosco, formam a sociedade da qual somos parte.
Cada decisão humana é fruto de uma consciência pessoal. O exercício da democracia supõe o respeito ao direito do cidadão. As trocas de informações são necessárias para que possamos formar nosso juízo a respeito de partidos, alianças, candidatos e propostas. Do lugar em que nos encontramos, construímos a visão da realidade que nos cerca. Juntando a visão pessoal com as informações vindas de outros, damos à nossa consciência os elementos de que necessita para tomarmos nossas decisões com a base de segurança que nos é possível.
Tudo tem sua estética própria. Tudo se desenha e adota formas que devem ser decifradas pelas consciências de cada um. O momento histórico da escolha de novos governantes revoluciona o sistema e o expõe em seus avanços e em seus retrocessos. A leitura individual dos fatos leva-nos às conclusões que o momento nos permite chegar. O voto é pessoal e secreto. Um ato de fé em nós mesmos e no gesto do conjunto que forma a coletividade. Não contamos com nenhuma bola de cristal, que nos garanta certezas quanto ao que decidimos escolher. A vida em nosso planeta está sempre sujeita a mil imprevistos. O processo democrático, constantemente adaptado às necessidades impostas pelas circunstâncias presentes, este sim é o melhor caminho para o amadurecimento político de governantes e governados.
A cada nova eleição, temos a chance de aprender um pouco mais. Somos desafiados a desenvolver nossa capacidade de ver e de entender o que se passa na frente e por detrás dos bastidores. Percebemos as deficiências do sistema eleitoral e a necessidade de seu aperfeiçoamento. No entanto, mesmo que endurecidos por conta das desilusões, não devemos nunca perder nosso senso estético, com o qual conseguimos manter-nos animados de esperança.
Por José Morelli
Por José Morelli
terça-feira, 1 de maio de 2012
A Língua
Da mesma forma como as demais partes de nosso corpo, a língua ocupa seu devido lugar neste, formando um todo harmonioso e condizente com as suas finalidades. Além de ocupar o interior de nossa boca, ela também possui um lugar em nossa mente, como uma imagem, construída a partir de nossas experiências de vida. Por sua cor, formas, mobilidade, consistência, múltiplas funções, históricos pessoais e coletivos, a língua é associada a idéias de todos os tipos: desde as mais elevadas e construtivas até as mais perversas e devastadoras, nos planos individual e grupal.
A sensibilidade desse instrumento, tão versátil, permite-lhe a percepção dos diferentes sabores dos alimentos. A memória guarda a lembrança dos gostos um dia experimentados. Mesmo tendo passado muitos anos, a recordação dessas sensações podem voltar, reavivando antigas emoções. A musculatura da língua a torna apta para atender aos comandos do cérebro. Sob as ordens deste, ela dá sua importante parcela de contribuição na emissão da voz, falada ou cantada.
A língua é um instrumento a serviço da consciência individual de cada um de nós. Dela podemos fazer uso, de acordo com o que manda nossa cabeça e/ou nosso coração. Se a usamos para fins construtivos, ela poderá merecer elogios, sendo considerada, por nós e pelos outros, como “bendita”. Se, ao contrário, a usamos para fins negativos, sua consideração poderá merecer o qualificativo de “maldita”.
No beijo, a língua excita o prazer. Aproximação e distanciamento. O prazer é como uma faca de dois gumes. Se buscado de forma egoísta, centrado apenas na satisfação própria, ele desconhece os direitos inerentes à mutualidade das vinculações, estabelecidas e compartilhadas.
A língua é parte de um todo: corpo e mente. Juntamente com esse todo, ela tem saúde ou fica doente. A fragilidade, imposta pela doença, mostra seus sinais através do pulso ou de manifestações de queda das defesas, na língua. Uma boa digestão se reflete em sua cor avermelhada, sem a presença de manchas brancas. “Mostrar a língua” pode ser uma forma de menosprezo. A língua é uma intimidade. Ela é nobre e vil ao mesmo tempo. Ela nos representa no que somos, no que pensamos, no que fazemos, no que sentimos a respeito de nós mesmos e dos outros.
Por José Morelli
Por José Morelli
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Para-tarefa
Quando um grupo de pessoas se propõe realizar um trabalho ou uma tarefa; antes que todos e cada um iniciem suas partes, é necessário que se dediquem a uma atividade prévia, que é chamada pelos teóricos dos grupos operativos, com o nome de para-tarefa.
A para-tarefa antecede a ação que o grupo tem como objetivo realizar. Exige tempo e dispêndio de energia. É através dela que o grupo se prepara para o que vai fazer. Sem esta preparação, ele não conseguiria as condições ideais para empreender aquilo para o qual ele foi constituído.
Não é preciso ir muito longe para entender. Imagine se a tarefa a ser realizada é a de um jogo de futebol, quantas para-tarefas são necessárias para que a equipe de jogadores se encontre preparada para o enfrentamento com o adversário?... E, no caso de a tarefa ser a de uma orquestra que deve se apresentar num grande concerto...
Quanto tempo e esforço são necessários para que todos, músicos e instrumentos, se ajustem e adquiram a harmonia necessária que garanta a excelência da apresentação?
Através da para-tarefa, quebram-se as arestas, as diferenças de intenções, de pensamentos, de pré-conceitos, de expectativas, que podem comprometer o bom resultado das ações grupais. Através da boa execução dessa fase, os membros do grupo passam a se conhecer melhor, passam a se entender em seus pontos de vista, aprendem a confiar uns nos outros, descobrem as maneiras de se fazer mais bem entendidos, deixam-se perceber no grau de envolvimento com que se lançam ao objetivo que é comum, aprendem a se complementar na construção de suas idéias e na criatividade, ampliam o sentimento de liberdade de falarem, sem receios, sobre o que pensam e sentem.
Quanto mais exigente é a tarefa a ser realizada pelo grupo, maior será também a necessidade deste se dedicar à para-tarefa, à boa afinação de cada um de seus membros com o objetivo a que se propuseram.
Por José Morelli
Por José Morelli
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Efeito terapeutizante
Dentre os livros escritos por Carl Rogers um dos mais conhecidos intitula-se “Tornar-se Pessoa”. A esse autor é atribuída a afirmação de que “todo relacionamento autêntico é terapêutico”. Uma conversa tranquila entre amigos não possui, diretamente e em primeiro lugar, o objetivo de promover a cura psicológica daqueles que dela participam; no entanto, nada impede que, dessa conversa, resulte um efeito colateral, que promova uma certa cura, uma certa harmonização interna e externa, que ajuda na saúde da pessoa. Ao efeito assim obtido não é dado o nome de efeito terapêutico mas o de efeito terapeutizante.
Esse mesmo efeito pode ser obtido de um passeio ao ar livre, de uma caminhada, de uns dias de férias bem aproveitados, da convência diária com pessoas que se quer bem, de ouvir a uma bela música, de participar de uma dança, de uma atividade lúdica entre crianças ou adultos, de um trabalho produtivo e gratificante, da leitura de um bom livro, da criação ou reprodução de uma obra artística, de uma meditação na intimidade consigo mesmo, do assistir a um bom filme ou a um bem elaborado programa de televisão. O contato ou interação com a harmonia externa ajuda à harmonização interna.
À saúde se contrapõe a doença. Ambas fazem parte da realidade da vida. Um diálogo é mantido entre saúde e doença. As pessoas protagonizam esse diálogo constantemente. Mesmo quando parecem distraídas, entretidas pela saúde e a doença nem consegue lhes passar pela cabeça, ainda assim, o medo do adoecer está presente, não permitindo que a tranquilidade do espírito seja completa.
A vida é administrada. Administra-se a vida com tudo o que dela faz parte. Saúde e doença são como enígmas. Possuem segredos difíceis de serem desvendados. Cada pessoa lida, à sua maneira, com o que a pode levar à saúde ou à doença. Há aqueles que gostam de brincar com o perigo, gostam de desafiá-lo, parece sentirem-se vitoriosos, mais vivos e saudáveis quando conseguem superá-lo, mostrando-se mais hábeis e fortes que o perigo que os ameaça. Colocando essas questões dessa forma, talvez se poderia afirmar que a prática de esportes radicais possui, também, a capacidade de promover efeito terapeutizante naqueles que se sentem fortemente atraídos a vivenciar emoções fortes, arriscando-se e vivendo perigosamente.
Por José Morelli
Esse mesmo efeito pode ser obtido de um passeio ao ar livre, de uma caminhada, de uns dias de férias bem aproveitados, da convência diária com pessoas que se quer bem, de ouvir a uma bela música, de participar de uma dança, de uma atividade lúdica entre crianças ou adultos, de um trabalho produtivo e gratificante, da leitura de um bom livro, da criação ou reprodução de uma obra artística, de uma meditação na intimidade consigo mesmo, do assistir a um bom filme ou a um bem elaborado programa de televisão. O contato ou interação com a harmonia externa ajuda à harmonização interna.
À saúde se contrapõe a doença. Ambas fazem parte da realidade da vida. Um diálogo é mantido entre saúde e doença. As pessoas protagonizam esse diálogo constantemente. Mesmo quando parecem distraídas, entretidas pela saúde e a doença nem consegue lhes passar pela cabeça, ainda assim, o medo do adoecer está presente, não permitindo que a tranquilidade do espírito seja completa.
A vida é administrada. Administra-se a vida com tudo o que dela faz parte. Saúde e doença são como enígmas. Possuem segredos difíceis de serem desvendados. Cada pessoa lida, à sua maneira, com o que a pode levar à saúde ou à doença. Há aqueles que gostam de brincar com o perigo, gostam de desafiá-lo, parece sentirem-se vitoriosos, mais vivos e saudáveis quando conseguem superá-lo, mostrando-se mais hábeis e fortes que o perigo que os ameaça. Colocando essas questões dessa forma, talvez se poderia afirmar que a prática de esportes radicais possui, também, a capacidade de promover efeito terapeutizante naqueles que se sentem fortemente atraídos a vivenciar emoções fortes, arriscando-se e vivendo perigosamente.
Por José Morelli
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Administrar o tempo
Sendo uma contingência da matéria, o tempo acompanha tudo o que fazemos. Mesmo os nossos pensamentos e sentimentos não acontecem sem ele e não deixam de ser condicionados por ele. Para se poder administrar o tempo é preciso certas condições de equilíbrio emocional. A ansiedade pode ser um obstáculo na realização dessa importante tarefa. A sensação de vazio e a ânsia de preenchê-lo dificultam estarmos por inteiro naquilo que temos diante de nós e que é nossa incumbência do momento presente.
A falta de organização na hora de executarmos nossas atribuições acaba aumentando nossa ansiedade. Forma-se, então, um círculo vicioso, que faz agravar cada vez mais o contexto geral em que nos inserimos.
A ansiedade pode ser devido à complexidade ou dificuldades inerentes àquelas coisas que consideramos serem nossas obrigações. Com uma justa dose de razão, ficamos com medo de não conseguir realizá-las ou de realizá-las imperfeitamente. Outras vezes, acontece de a ansiedade ser devido não a razões vindas daquilo que fazemos, mas de nós mesmos, de nossa insegurança e falta de confiança.
Para superação dessa insegurança ajuda muito fazermos uma boa administração do tempo, que deve ser precedida por um dedicado planejamento. Para realizar esse planejamento é preciso dar-se um tempo, uma parada no corre-corre da vida e do dia-a-dia, avaliar o que vem sendo feito, priorizar o que é realmente importante, destinando o tempo necessário para cada coisa e, principalmente, ter coragem de abandonar tudo aquilo que for considerado superado e improdutivo.
Se algum êxito conseguirmos no sentido de bem planejar e organizar o tempo, criamos um outro círculo vicioso (virtuoso) que, ao contrário do anterior, faz com que a situação melhore, a auto-confiança seja reforçada e a insegurança diminuída.
A ansiedade pode ter mais de uma causa. A boa administração do tempo é um fator que certamente contribuirá, por sua influência benéfica, para a descoberta de outros conflitos que possam estar causando a ansiedade.
Fim de ano é tempo de avaliar a vida. Boa oportunidade de retomá-la e orientando-a para as direções que melhor atendem aos nossos objetivos.
Por José Morelli
quinta-feira, 5 de abril de 2012
"Quebrar arestas"
As corredeiras dos rios fazem com que lascas de pedras se desprendam, carregando-as consigo. Na medida em que estas se chocam umas com as outras e com os obstáculos encontrados nas margens e nos leitos profundos ou rasos dos rios, vão pouco a pouco quebrando suas arestas, arredondando-se em suas formas. Antes de as quebrarem, essas pedras são levadas pela correnteza com mais dificuldade e lentidão, por causa do maior atrito provocado por suas superfícies irregulares e pontiagudas. O arredondamento faz com que as mesmas ganhem mais leveza e velocidade. Estas são as contrapartidas pela perda das arestas.
A expressão “ quebrar arestas” também se aplica aos relacionamentos interpessoais. A vida humana pode ser comparada a um rio que leva. Quanto mais intenso é o relacionamento entre duas pessoas, maiores são as oportunidades destas se colidirem e de se quebrarem em suas próprias arestas, consideradas como defesas indevidas ou desnecessárias. A amizade, o namoro, o casamento, o relacionamento entre pais e filhos, entre irmãos, entre professores e alunos, entre colegas de escola ou trabalho, todos os relacionamentos inevitavelmente provocam tensões (atritos). Superfícies que se apresentem com maior dureza, podem resistir mais às colisões e permanecerem por mais tempo sem sofrerem alterações em suas formas. Deste modo, não se arredondam e continuam a atritar com as outras superfícies com a mesma morosidade. Com isso, não conseguem fluir como as outras, com a mesma leveza e rapidez.
As arestas não permitem muitas aproximações entre as pedras. Ao se chocarem, elas imediatamente se afastam umas das outras. São como espinhos que ferem e impedem de se encontrarem em suas partes mais essenciais.
Homens e mulheres possuem arestas. Diferenças e semelhanças podem ser entendidas como ameaças à integridade física e moral por ambos. Dependendo de como essas diferenças são passadas de um para o outro, a compreensão das mesmas pode receber conotação construtiva ou destrutiva, transformando-se em arestas.
O rio e a vida levam. As pedras são carregadas juntamente com as águas rumo ao mar. Na aventura de se viver humanamente, quem sabe perder, permitindo-se quebrar as próprias arestas, não perde verdadeiramente. Consegue entender que, perdendo aprimora-se, o que implica em ganhos maiores, como: maior intimidade e profundidade com os pares, maior leveza e rapidez para chegar ao objetivo.
Por José Morelli
A expressão “ quebrar arestas” também se aplica aos relacionamentos interpessoais. A vida humana pode ser comparada a um rio que leva. Quanto mais intenso é o relacionamento entre duas pessoas, maiores são as oportunidades destas se colidirem e de se quebrarem em suas próprias arestas, consideradas como defesas indevidas ou desnecessárias. A amizade, o namoro, o casamento, o relacionamento entre pais e filhos, entre irmãos, entre professores e alunos, entre colegas de escola ou trabalho, todos os relacionamentos inevitavelmente provocam tensões (atritos). Superfícies que se apresentem com maior dureza, podem resistir mais às colisões e permanecerem por mais tempo sem sofrerem alterações em suas formas. Deste modo, não se arredondam e continuam a atritar com as outras superfícies com a mesma morosidade. Com isso, não conseguem fluir como as outras, com a mesma leveza e rapidez.
As arestas não permitem muitas aproximações entre as pedras. Ao se chocarem, elas imediatamente se afastam umas das outras. São como espinhos que ferem e impedem de se encontrarem em suas partes mais essenciais.
Homens e mulheres possuem arestas. Diferenças e semelhanças podem ser entendidas como ameaças à integridade física e moral por ambos. Dependendo de como essas diferenças são passadas de um para o outro, a compreensão das mesmas pode receber conotação construtiva ou destrutiva, transformando-se em arestas.
O rio e a vida levam. As pedras são carregadas juntamente com as águas rumo ao mar. Na aventura de se viver humanamente, quem sabe perder, permitindo-se quebrar as próprias arestas, não perde verdadeiramente. Consegue entender que, perdendo aprimora-se, o que implica em ganhos maiores, como: maior intimidade e profundidade com os pares, maior leveza e rapidez para chegar ao objetivo.
Por José Morelli
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